Conheça Felipe Bodão, o guitarrista e produtor musical que se destaca por sua trajetória de sucesso

Eduardo Cavalcanti Cunha

A história musical de Felipe Bodão começou em 2002, quando ele tinha apenas 12 anos de idade. O impacto veio ao assistir ao show Oficina G3 Acústico, experiência que despertou nele a vontade de aprender guitarra de forma séria. Até então, sua relação com a música era marcada por influências familiares: tios que tocavam violão de maneira amadora, mas que ajudaram a despertar nele o interesse pelo universo sonoro.

Naquele mesmo período, Bodão se deparou com o lendário VHS do G3 com Joe Satriani, Eric Johnson e Steve Vai, três gigantes da guitarra mundial. A experiência foi transformadora. “Esse foi outro limiar da guitarra que cruzei. Daí para frente, minha vida nunca mais foi a mesma”, relembra o músico.

Suas primeiras influências se consolidaram com nomes como Oficina G3, Banda Resgate e os guitarristas Satriani, Vai e Johnson, referências que ajudaram a moldar sua identidade musical e abriram caminho para uma carreira versátil e consistente.

Entre o secular e o gospel: experiências marcantes

Antes de se destacar no cenário gospel, Felipe Bodão construiu uma sólida carreira no meio secular. Atuou como baixista do cantor Latino, participando de turnês expressivas, como a “Junto e Misturado” e o histórico Brazilian Day, em Nova York. Essas experiências foram fundamentais para lapidar seu profissionalismo e expandir sua visão de mundo.

A guinada em sua trajetória aconteceu quando Bodão decidiu voltar à igreja. Foi convidado para uma gravação pontual com Marcela Taís, mas acabou participando de todo o álbum Moderno à Moda Antiga, lançado pela Sony Music, sob a produção da própria cantora em parceria com Michael Sullivan. No disco, Felipe mostrou sua versatilidade, gravando guitarra, baixo, banjo, gaita, violão, ukulele e até vocais.

A parceria com Marcela Taís se estendeu para a estrada, resultando em turnês de grande alcance, como “Voz, Violão e Poesia”, que conquistou plateias por todo o Brasil. “Aprendi muito ao lado de uma artista criativa e única. Foi um tempo de crescimento musical e pessoal”, recorda.

Logo depois, Felipe iniciou sua história com a banda Discopraise, inicialmente como substituto de um baixista em um show. O convite se transformou em anos de companheirismo e trabalhos de repercussão internacional. “A Disco é uma família que amo demais. Foi uma verdadeira escola para mim”, afirma.

Identidade musical e reconhecimento

Ao longo de sua carreira, Bodão conquistou o respeito de músicos e ouvintes, especialmente no Rio de Janeiro, onde muitos o consideram uma referência como guitarrista. O reconhecimento, segundo ele, é consequência da autenticidade. “Carrego isso com tranquilidade porque não é um personagem criado. É quem eu sou. É bom demais quando você colabora positivamente para a vida de outras pessoas”, destaca.

Para Felipe, a identidade musical se constrói com amplitude. Seu segredo está em ouvir de tudo e ter um repertório vasto, capaz de dialogar com diferentes estilos e linguagens. “Música é música, e ponto. O essencial é tocar com paixão e humanidade”, defende, citando Jung: “Domine todas as técnicas, mas, ao tocar uma alma humana, seja apenas mais uma alma humana.”

Essa filosofia moldou sua trajetória e o ajudou a atravessar diferentes fases do mercado no Brasil. E agora, ele pretende buscar novos horizontes musicais e culturais.

Novos tempos, novos projetos

Felipe Bodão agora quer encarar uma nova fase em sua carreira. Ele pretende ter um novo tempo de aprendizado e expansão nos Estados Unidos. Apaixonado pela música norte-americana, especialmente o blues e o country, ele deseja mergulhar ainda mais nessas linguagens, absorvendo referências e contribuindo com sua bagagem construída no Brasil.

Além da performance como instrumentista, Bodão também dedica energia ao trabalho de produtor musical. Seu desejo é ajudar novos artistas a terem suas músicas registradas com qualidade, algo que ele próprio enfrentou como dificuldade no início da carreira. “Quero abrir portas para que mais pessoas tenham seus trabalhos gravados e reconhecidos”, reforça.

Conciliando carreira e ministério, Felipe Bodão continua liderando e ensinando, tanto musical quanto espiritualmente. Ele considera impossível separar essas duas áreas, pois ambas caminham juntas em sua trajetória.

Com uma carreira já marcada por passagens em turnês históricas, gravações de peso e experiências transformadoras, Felipe Bodão projeta o futuro com confiança e gratidão. Seu objetivo é ser reconhecido não apenas no Brasil, mas também em outros países, como um dos músicos mais respeitados de sua geração.

“Tudo o que faço é para a glória de Deus. Quero que minha história seja inspiração e que minha música continue tocando corações em qualquer lugar do mundo”, conclui o instrumentista.

Siga Felipe Bodão no Instagram:
https://www.instagram.com/bodaoofelipe/

(Foto: Divulgação)

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