O início de um novo ano costuma trazer o mesmo roteiro para empresários: metas mais ambiciosas, projetos novos e a sensação de que “agora vai”. Mas, para muitas empresas, 2026 deve começar exatamente como terminou 2025 com processos confusos, decisões tomadas no improviso, informações espalhadas em diferentes ferramentas e equipes sobrecarregadas.
A diferença entre empresas que crescem com previsibilidade e aquelas que passam o ano apagando incêndios raramente está em esforço. O que muda o jogo é estrutura. E, segundo especialistas em gestão, é justamente essa base que falta quando o entusiasmo do começo do ano dá lugar à exaustão do primeiro trimestre.
“Boa parte das empresas não trava por falta de planejamento. Trava porque cresceu sem organizar a operação. Metas sem sistema viram pressão. Estrutura sem método vira sobrecarga”, avalia Raíssa Venti, consultora especializada em gestão e organização empresarial, reconhecida por estruturar operações dentro do Notion e por transformar a ferramenta em um sistema aplicável à rotina real de empresas.

O problema não é falta de meta é falta de sustentação
A pergunta que se repete todo ano é simples: por que tantas empresas começam cheias de energia e travam poucos meses depois?
Para Raíssa, a resposta costuma estar em três pontos:
1. A empresa cresce sem estruturar a base
2. Organização é tratada como algo superficial, quase “estético”
3. Falta um sistema claro para sustentar decisões ao longo do ano
Quando esses fatores se acumulam, o resultado aparece rápido: retrabalho, ruído interno, perda de tempo, queda de produtividade e lideranças sobrecarregadas por tarefas operacionais que deveriam estar organizadas dentro de um fluxo.
“Organização não é criar mais tarefa. É reduzir decisões desnecessárias, eliminar ruído e impedir que tudo dependa da cabeça do dono”, explica.
O erro mais comum de janeiro: querer acelerar sem arrumar a operação
Na prática, muitas empresas entram em janeiro tentando crescer sem resolver o básico: onde está a informação, como se registra tarefa, como se acompanha entregas, como se mede resultado, como se documenta processo.
Esse cenário gera o que Raíssa chama de “gestão fragmentada”: parte do negócio está no WhatsApp, parte em planilhas, parte em e-mails, parte em blocos de notas e o resto na memória das pessoas. É quando a empresa sente que trabalha o dia todo, mas não avança.
E existe um impacto direto: empresas sem sistema gastam energia explicando, repetindo, corrigindo e relembrando, enquanto empresas estruturadas gastam energia executando e evoluindo.
Organização “de aparência” x organização estratégica
Outro ponto que pesa no início do ano é a falsa sensação de que estar “ocupado” significa estar “organizado”. Isso cria uma armadilha comum: a organização de aparência.
Ela aparece quando há:
• listas infinitas de tarefas sem prioridade;
• documentos duplicados em várias pastas;
• reuniões para decidir o que já deveria estar claro;
• metas sem indicadores acompanháveis;
• processos que existem no discurso, mas não na prática.
Organização estratégica é o oposto: é quando a empresa consegue sustentar crescimento com clareza e padronização. Significa ter um sistema que funcione mesmo quando o negócio acelera.
Por que o Notion virou um hub empresarial
Nos últimos anos, ferramentas de gestão ganharam espaço, mas poucas se tornaram tão populares quanto o Notion. A plataforma evoluiu de um aplicativo de organização pessoal para um verdadeiro hub de processos e gestão. A diferença, porém, está no uso: empresas que adotam o Notion como “mais uma ferramenta” tendem a abandonar em poucas semanas. Já empresas que o estruturam como sistema central ganham velocidade e previsibilidade.
É nesse cenário que especialistas como Raíssa se destacam. Com atuação prática em empresas reais, ela desenvolve sistemas que centralizam operação e criam uma lógica de gestão sustentável dentro da ferramenta.
Raíssa afirma já ter ajudado mais de 1.000 empresas a organizarem processos, equipes e informações, construindo estruturas que servem tanto para negócios enxutos quanto para operações com times maiores e múltiplos setores.
“O Notion não resolve nada sozinho. Mas quando vira o centro operacional com processos claros, fluxos e indicadores ele substitui várias ferramentas fragmentadas e melhora o ritmo do negócio”, diz.
Como começar 2026 de forma diferente (na prática)
Para empresas que querem chegar ao fim do ano com lucro, previsibilidade e menos desgaste, a recomendação é começar janeiro com estrutura. Entre as medidas essenciais:
• Centralizar processos e informações em um único ambiente
• Criar fluxos claros para tarefas e entregas
• Definir indicadores simples de acompanhamento
• Reduzir dependência de controle manual e lembretes
• Documentar o essencial para escalar sem confusão
O resultado esperado é direto: menos retrabalho, menos ruído, equipe mais alinhada e líderes com mais tempo para estratégia.
A organização como decisão de crescimento
A mensagem central, segundo Raíssa Venti, é que organização não deve ser tratada como tarefa administrativa mas como decisão estratégica.
“Quando a empresa está organizada, o crescimento deixa de ser estresse e vira plano. E quando o dono tem clareza, ele decide melhor, erra menos e ganha margem”, resume.
Para quem quer acelerar
A matéria também aponta que algumas empresas têm buscado caminhos práticos para aplicar essas mudanças logo no início do ano. Entre eles, estão estruturas prontas como o Sistema de Organização Digital (SOD) e consultorias para montagem personalizada de sistemas empresariais alternativas para negócios que preferem encurtar o caminho e iniciar 2026 com uma operação mais madura e eficiente.